sexta-feira, 8 de junho de 2007
quarta-feira, 6 de junho de 2007
Dez países levam arte aos palcos de Londrina

Caderno 2
Filo começa hoje com 40 grupos teatrais do mundo, incluindo a estréia da Big Dance Theater, de NY
Livia Deodato
Tem início hoje e vai até o dia 23 o Festival Internacional de Londrina (Filo). São aproximadamente 40 companhias de dez países, incluindo espetáculos inéditos e outros tantos já reconhecidos da cena teatral brasileira. Abre as Asas sobre Nós, que rendeu o prêmio Shell de melhor autor para Sergio Roveri, Amores Surdos, um tocante espetáculo do grupo mineiro Espanca! e O Círculo de Giz Caucasiano, da Cia. do Latão, integram a seleta lista de montagens brasileiras de primeira qualidade que já marcaram presença na capital paulista.
A mais nova montagem do Grupo Galpão, Pequenos Milagres, segue para Londrina logo após a sua estréia em Belo Horizonte. Pela primeira vez no País, o Filo traz a companhia americana Big Dance Theater, de Nova York. 'Obedecemos mais uma vez às características do festival, que é abranger diversos estilos e oferecer uma programação que contemple não só teatro, como também dança, circo, atrações infantis, teatro de bonecos', diz o diretor do festival, Luiz Bertipaglia. O Ballet de Londrina, por sua vez, mostra o processo de pesquisa iniciado no ano passado com o espetáculo Fale Baixo - o resultado será apresentado na forma de Decalque.
Pelo segundo ano consecutivo, a Mostra Infantil Palco Petrobrás delimita o seu território: a tenda montada no Zerão vai abrigar 12 apresentações de seis grupos vindos do Rio, de São Paulo, Brasília e Belo Horizonte. Os ingressos para a Mostra Infantil custam R$ 10 - assim como os espetáculos adultos (crianças menores de 3 anos não pagam). Ainda no Zerão, outras tantas atividades gratuitas estão programadas, como o belo e divertido espetáculo O Reencontro de Palhaços na Rua e a Alegria do Sol com a Lua, com a Turma do Biribinha, de Arapiraca, Alagoas, às 16h30 deste domingo, e o teatro de bonecos 'mínimos' do Circo Minimal, com a Cia. Gente Falante, de Porto Alegre, às 16 horas do dia 17. Corram porque apenas sete pessoas por vez (em sessões de quatro minutos) assistem ao espetáculo.
São aguardadas cerca de 100 mil pessoas durante todo o Filo. Cursos, oficinas e palestras também serão oferecidos, como o workshop Teatro de Objetos, com Olivier Benoit (Espanha), do dia 13 ao dia 17, o encontro com o Grupo Galpão, no dia 17, das 15 às 16h30 horas, e a oficina de Butoh MA, com o japonês Tadashi Endo, de 10 a 13, das 8 às 12 horas. Para quem não tiver a chance de prestigiar um dos melhores festivais brasileiros da atualidade, fica a dica do diretor do Filo, Bertipaglia: a peça Ketzal, da companhia russa Derevo, passa pelo Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, entre os dias 14 e 17.
O cinema também não fica de fora: pelo menos três sessões já estão marcadas para ocorrer no Cinearte Sarau Petrobrás, uma delas com o filme O Garoto (1921), de Charles Chaplin, às 19 horas, na Praça da Vila Brasil.
Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (43) 3322-7437. A lista completa dos espetáculos e de todas as atividades está no site.
sábado, 2 de junho de 2007
Romeu e Julieta à moda londrinense
Companhia Ballet de Londrina vai estrear coreografia 'Decalque' na programação do Festival Internacional de Londrina, na semana que vem.
A música de Sergei Prokofiev (1891-1953) para o balé ''Romeu e Julieta'' é o mais próximo que o compositor conseguiu ver o céu - a obra de William Shakespeare (1564-1616) -, caindo na tentação de retocar o dramaturgo inglês. Para o compositor, o céu não deveria matar de amor. ''Pessoas vivas podem bailar, mas os mortos não têm como dançar'', pensou Prokofiev ao idealizar um final menos trágico para a história dos amantes de Verona.
Ainda em tempo de concluir a partitura, o compositor mergulhou mais profundamente no oceano que se atravessa com água pelos tornozelos - Shakespeare - renunciando apunhalar pelas costas a obra imortal, se tornando autor de uma música destinada também a viver para sempre.
A alma de Prokofiev não é pequena e compreende Shakespeare, aparecendo juntos na coreografia ''Decalque'', de Leonardo Ramos, que a Companhia Ballet de Londrina estréia dia 9, às 20h30, dentro da programação do Festival Internacional de Londrina (FILO).
Com 1h10 de duração e um intervalo de 10 minutos, o espetáculo será apresentado nos dias 22, 23 e 24, no Teatro Dança, no Edifício Itália, em São Paulo. Ramos já cruzou o oceano shakespeariano outras vezes com o dueto ''...&...'', em 1996. A música de Prokofiev ia à frente. Outra travessia pelo dramaturgo foi com ''2 e Nada Mais'', coreografia de 1998 para a ''West Side Story'', de Bernstein.
Em 2008, o grupo londrinense completará 15 anos. Maturidade saborosa mobiliada com o vigor de um elenco formado por bailarinos com mais tempo de casa, entre os quais Alessandra Menegazzo, Alexandre Micale, Carina Corte, Cláudio de Souza, José Maria, Luciana Lupi, Marciano Boletti e Viviane Terrenta, e pelo frescor de estreantes, como Bruna Rosa e Juliana Rodrigues, que veio de Belo Horizonte (MG).
''A coreografia 'Decalque' faz parte desse processo. Nos últimos três anos, percebemos um amadurecimento de traços da linguagem da companhia com doses de maturidade que eram soltas, com base no balé clássico, que tem um registro corporal integral e sólido. Logo depois do espetáculo 'Fala Baixo', queríamos fazer a cena do balcão de 'Romeu e Julieta', mas a nova coreografia acabou sendo obra da própria música de Prokofiev.
A dramaturgia de Shakespeare não aparece, revelando-se apenas no corpo dos bailarinos. Não é uma história linear, mas o público perceberá as situações'', afirma Ramos, dando a Shakespeare o que é de Shakespeare e o que a Prokofiev o que é de Prokofiev.
Com assistência de direção de Ana Maria Aromatário e cenários de Maria Laura, emoldurando o drama em vitrais, o céu na tragédia, que entregou ao amor um punhal, não esconde a vivacidade nos primeiros passos coreográficos, que despertam a paixão delicada, que não se sobrepõe à força física de parte do elenco masculino.
Ramos despe a inocência de Romeu e Julieta na frente do público. Os que já assistiram outras coreografias do diretor da companhia londrinense não estranharão a pele nua da sensualidade de sua trajetória, que sempre se exibe na janela, convidando o espectador para entrar.
O coreógrafo mexe com a imaginação do público, que não vê no palco só um Romeu e uma Julieta, mas sente que na concepção do diretor o amor invencível no céu de Shakespeare não vive ou morre somente no coração de um homem e uma mulher. ''É a minha maneira de interpretar. Sempre tenho uma sensualidade, que é a minha força vital. Não há uma coreografia minha que não tenha um beijo. É uma coisa que gosto de fazer e pago um preço alto por isso. Esse espaço, o palco, é além dos limites que vemos, tendo algo mais para dizer. Também temos um grupo de bailarinos que convive comigo há muitos anos e que entende o que quero'', afirma Ramos, que para confundir ainda mais o olhar, as impressões e emoções do público está levando para o palco um elenco de cabeça raspada, aproveitando uma tragédia para falar de diferentes formas de amor, o céu ou inferno, que pode ser uma experiência de companheirismo, doação, ternura, paixão ou solidão.
A grandiosidade da obra de Shakespeare e da música de Prokofiev lança o elenco ao desafio do corpo ao se meter no meio dos dois amantes de Verona, buscando novos eixos de equilíbrio e apoios para a locomoção.
Começando com movimentos de chão até terminar nas alturas da alma e do esforço físico do elenco, ''Decalque'' é uma coreografia generosa em que cada bailarino tem a chance de mostrar quem mora dentro de seu Romeu ou sua Julieta, personagens imortais chamados na janela por Ramos para dar o depoimento do que Prokofiev viu de Shakespeare em sua música, criada originalmente para o Bolshoi.
SERVIÇO:
- Estréia do espetáculo ''Decalque''
Quando - Dia 9
Onde - Teatro Ouro Verde (Rua Maranhão, 85)
Francismar Lemes
Reportagem Local
A música de Sergei Prokofiev (1891-1953) para o balé ''Romeu e Julieta'' é o mais próximo que o compositor conseguiu ver o céu - a obra de William Shakespeare (1564-1616) -, caindo na tentação de retocar o dramaturgo inglês. Para o compositor, o céu não deveria matar de amor. ''Pessoas vivas podem bailar, mas os mortos não têm como dançar'', pensou Prokofiev ao idealizar um final menos trágico para a história dos amantes de Verona.
Ainda em tempo de concluir a partitura, o compositor mergulhou mais profundamente no oceano que se atravessa com água pelos tornozelos - Shakespeare - renunciando apunhalar pelas costas a obra imortal, se tornando autor de uma música destinada também a viver para sempre.
A alma de Prokofiev não é pequena e compreende Shakespeare, aparecendo juntos na coreografia ''Decalque'', de Leonardo Ramos, que a Companhia Ballet de Londrina estréia dia 9, às 20h30, dentro da programação do Festival Internacional de Londrina (FILO).
Com 1h10 de duração e um intervalo de 10 minutos, o espetáculo será apresentado nos dias 22, 23 e 24, no Teatro Dança, no Edifício Itália, em São Paulo. Ramos já cruzou o oceano shakespeariano outras vezes com o dueto ''...&...'', em 1996. A música de Prokofiev ia à frente. Outra travessia pelo dramaturgo foi com ''2 e Nada Mais'', coreografia de 1998 para a ''West Side Story'', de Bernstein.
Em 2008, o grupo londrinense completará 15 anos. Maturidade saborosa mobiliada com o vigor de um elenco formado por bailarinos com mais tempo de casa, entre os quais Alessandra Menegazzo, Alexandre Micale, Carina Corte, Cláudio de Souza, José Maria, Luciana Lupi, Marciano Boletti e Viviane Terrenta, e pelo frescor de estreantes, como Bruna Rosa e Juliana Rodrigues, que veio de Belo Horizonte (MG).
''A coreografia 'Decalque' faz parte desse processo. Nos últimos três anos, percebemos um amadurecimento de traços da linguagem da companhia com doses de maturidade que eram soltas, com base no balé clássico, que tem um registro corporal integral e sólido. Logo depois do espetáculo 'Fala Baixo', queríamos fazer a cena do balcão de 'Romeu e Julieta', mas a nova coreografia acabou sendo obra da própria música de Prokofiev.
A dramaturgia de Shakespeare não aparece, revelando-se apenas no corpo dos bailarinos. Não é uma história linear, mas o público perceberá as situações'', afirma Ramos, dando a Shakespeare o que é de Shakespeare e o que a Prokofiev o que é de Prokofiev.
Com assistência de direção de Ana Maria Aromatário e cenários de Maria Laura, emoldurando o drama em vitrais, o céu na tragédia, que entregou ao amor um punhal, não esconde a vivacidade nos primeiros passos coreográficos, que despertam a paixão delicada, que não se sobrepõe à força física de parte do elenco masculino.
Ramos despe a inocência de Romeu e Julieta na frente do público. Os que já assistiram outras coreografias do diretor da companhia londrinense não estranharão a pele nua da sensualidade de sua trajetória, que sempre se exibe na janela, convidando o espectador para entrar.
O coreógrafo mexe com a imaginação do público, que não vê no palco só um Romeu e uma Julieta, mas sente que na concepção do diretor o amor invencível no céu de Shakespeare não vive ou morre somente no coração de um homem e uma mulher. ''É a minha maneira de interpretar. Sempre tenho uma sensualidade, que é a minha força vital. Não há uma coreografia minha que não tenha um beijo. É uma coisa que gosto de fazer e pago um preço alto por isso. Esse espaço, o palco, é além dos limites que vemos, tendo algo mais para dizer. Também temos um grupo de bailarinos que convive comigo há muitos anos e que entende o que quero'', afirma Ramos, que para confundir ainda mais o olhar, as impressões e emoções do público está levando para o palco um elenco de cabeça raspada, aproveitando uma tragédia para falar de diferentes formas de amor, o céu ou inferno, que pode ser uma experiência de companheirismo, doação, ternura, paixão ou solidão.
A grandiosidade da obra de Shakespeare e da música de Prokofiev lança o elenco ao desafio do corpo ao se meter no meio dos dois amantes de Verona, buscando novos eixos de equilíbrio e apoios para a locomoção.
Começando com movimentos de chão até terminar nas alturas da alma e do esforço físico do elenco, ''Decalque'' é uma coreografia generosa em que cada bailarino tem a chance de mostrar quem mora dentro de seu Romeu ou sua Julieta, personagens imortais chamados na janela por Ramos para dar o depoimento do que Prokofiev viu de Shakespeare em sua música, criada originalmente para o Bolshoi.
SERVIÇO:
- Estréia do espetáculo ''Decalque''
Quando - Dia 9
Onde - Teatro Ouro Verde (Rua Maranhão, 85)
Francismar Lemes
Reportagem Local
quarta-feira, 2 de maio de 2007
Baile vai até a Concha Acústica - Ballet de Londrina abrirá a temporada 2007 com o espetáculo 'Fale Baixo' amanhã.

Baile vai até a Concha Acústica
Ballet de Londrina abrirá a temporada 2007 com o espetáculo 'Fale Baixo' amanhã na Concha Acústica, dentro da programação de aniversário do espaço
Dançarinos buscam novos apoios, estabelecendo um intenso trabalho de movimento e força nos braços, abdome e dorso
Projeto ''O Baile vai à Cidade'' terá ainda outras 19 apresentações em Londrina
Dos palcos fechados para os espaços abertos e alternativos. Do tradicional vertical para a ousada horizontalização da dança. Em sua primeira apresentação dentro do projeto ''O Baile vai à Cidade'', o Ballet de Londrina abrirá a temporada 2007 com o espetáculo ''Fale Baixo'', amanhã na Concha Acústica, integrando a programação de aniversário do local.
O projeto, patrocinado pelo Programa Municipal de incentivo à Cultura (Promic), terá ainda outras 19 apresentações na cidade, de acordo com a programação da Rede da Alegria, fazendo valer a nova fase de circulação da dança.
Segundo o coreógrafo, Leonardo Ramos, também responsável pela preparação técnica dos bailarinos, ''Fale Baixo'' aproxima-se do público através da música. ''Apesar de ter como característica a dança contemporânea, as pessoas, inclusive as mais jovens, também se sentem atraídas pelas músicas orquestrais de Glenn Miller, que frequentemente remetem aos grandes bailes das décadas de 40 e 50'', destacou o coreógrafo.
Para a realização do espetáculo, produzido através do prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna, os integrantes da companhia tiveram sua rotina de trabalho modificada. ''Fizemos uma pesquisa de linguagem corporal sem deixar de lado a preocupação com o público. A característica de horizontalizar o vertical, onde alteramos e invertemos os apoios dos movimentos e o eixo de equilíbrio, foi um grande desafio da construção desta coreografia, pois é diferente de se mexer no plano horizontal'', apontou Ramos.
Apesar de o balé clássico ser considerado por muitos como o alicerce da dança, os integrantes, também com formação no estilo, buscaram novos apoios, estabelecendo um intenso trabalho de movimento e força nos braços, abdome e dorso, pontos que são pouco enfatizados na escola clássica.
''Toda essa mudança de rotina contribuiu bastante na construção coreográfica. Os exercícios e movimentos das aulas foram elaborados em função do trabalho que estávamos criando, e o inverso também aconteceu. Os resultados desse trabalho foram naturalmente incorporados à obra, servindo como linguagem'', disse.
Na Concha Acústica e nos demais palcos improvisados para o espetáculo, as pessoas irão conferir trinta minutos de dança, cujo enfoque está na configuração de um baile diferente, em que braços e pernas passam a ser um meio de locomoção no espaço cênico.
''Este espetáculo vai de encontro ao conceito de dança que o público comum tem, mas sem causar estranheza. A nossa surpresa durante a temporada de São Paulo foi que a casa de espetáculo - específica para dança contemporânea - estava cheia, ou seja, foi estabelecida uma ponte com as pessoas, mas sem caracterizar um espetáculo de concessão, feita simplesmente para agradar ao público'', ponderou o coreógrafo, afirmando que as 19 apresentaçãos seguintes ainda serão agendadas.
''Fale Baixo'' tem patrocínio da Petrobras, com realização da Funarte/Ministério da Cultura - Lei de Incentivo Fiscal. Integram o elenco: Alessandra Menegazzo, Alexandro Micale, Bruna Martins, Carina Corte, Cláudio de Souza, José Maria, Juliana Rodrigues, Luciana Lupi, Marciano Boletti, Patrícia Proscêncio, Viviane Terrenta. O figurino foi assinado por Marcelo Muniz e a coreografia e direção geral do espetáculo, por Leonardo Ramos.
Serviço:
- Espetáculo ''Fale Baixo'', integrando o projeto ''O Baile Vai à Cidade''
Quando - Amanhã, às 18h30
Onde - Concha Acústica
Quanto - Entrada franca
Classificação de faixa etária - Livre
Liliana Onozato
Reportagem Local
sábado, 3 de junho de 2006
O TEATRO ARTHUR AZEVEDO COMEMORA 189 ANOS COM O CLÁSSICO DOM QUIXOTE SOB A DIREÇÃO GERAL DE OLINDA SAUL - SÃO LUIS / MA - 03/06/2006

Celebração com clássico do balé
Os 189 anos do Teatro Arthur Azevedo serão comemorados com a encenação do espetáculo Dom Quixote, de hoje a sábado
inara rodrigues
Da Equipe de O Estado do Maranhão
A luta de Quitéria, filha de um taberneiro chamado Lorenzo, para se livrar da imposição de um casamento com o rico e ridículo Camacho e poder viver um grande amor com um jovem barbeiro de nome Basílio, é o enredo do famoso balé Dom Quixote - baseado em um trecho da célebre novela de Miguel de Cervantes - que será apresentado hoje e amanhã, às 21h, e sábado, às 15h, no Teatro Arthur Azevedo (Centro), reunindo elenco de 40 bailarinos locais e convidados, com destaque para o cubano Luís Ruben Gonzalez e a mineira Juliana Rodrigues.
Com montagem da bailarina maranhense Débora Buhaten - contratada da Ópera du Rhin (França) - e direção geral da mestra e coreógrafa Olinda Saul, Dom Quixote será apresentado em comemoração aos 189 anos do Teatro Arthur Azevedo. Os melhores bailarinos das diversas escolas e companhias de dança de São Luís mostrarão no principal palco da cidade todos os encantos de um dos balés mais encenados pelas companhias em todo o mundo.
Dançado em três atos e cinco cenas, com música de Ludwig Minkus e coreografia de Marius Petipa, Dom Quixote fez sua estréia no Teatro Bolshoi de Moscou, em 26 de dezembro de 1869. Os personagens principais são Quitéria (Juliana Rodrigues), Basílio (Luis Ruben), Mercedes (Janaína Martins), Espada (Mano Braga), Dom Quixote (Erivelto Viana), Sancho Pança (Geraldo Lafont), Camacho (Hélio Martins) e Lorenzo (Raimundo Reis).
Mesmo com pouco tempo de ensaio - apenas três semanas - e alguns imprevistos na composição do elenco, a versão maranhense da montagem promete surpreender o público, como pôde ser visto durante os ensaios. É esse resultado que espera a bailarina maranhense Débora Buhaten. Ela iria interpretar a personagem principal, ao lado do cubano Luis Ruben, mas se contundiu durante os ensaios. Sua substituta seria a maranhense Camila Vasconcelos, que também se machucou. "Tivemos alguns imprevistos, pouco tempo para montar o balé, mas o resultado está muito bom. Muitos bailarinos, com pouca experiência em montagens desse tipo, estão tendo a oportunidade de mostrar seu trabalho e estão evoluindo a cada dia. O público pode esperar um ótimo espetáculo", assegura Débora Buhaten.
A idéia de montar um dos maiores clássicos do balé mundial partiu da diretora do TAA, Nerine Lobão. Como essa será a forma de comemorar os 189 anos do TAA, todas as escolas de dança foram convidadas a mandar seus melhores bailarinos. "Esse é um momento importante para o balé maranhense, pois estamos reunindo, em um só espetáculo, bailarinos de várias escolas, cada um com seu método de dança, muitos profissionais e outros com pouca experiência. São Luís estava precisando de eventos como esse", ressalta Olinda Saul.
CONVIDADOS
Os amantes do balé clássico não podem perder a oportunidade de assistir ao espetáculo e, em especial, de observar as performances dos bailarinos convidados, Luis Ruben Gonzalez e Juliana Rodrigues.
Gonzalez, 25 anos, deve empolgar o público com sua técnica em movimentos que beiram a perfeição. A leveza com que ele dança e, principalmente, salta, chega a dar a nítida impressão de que ele tem o dom de flutuar.
Essa será a segunda vez que o cubano dançará no palco do 'Arthur Azevedo'. A primeira aconteceu durante a Semana de Dança do Maranhão, evento realizado no fim do mês de abril, quando, ao lado de Débora Buhaten, dançou os pas de deux O Corsário e Águas Primaveris. Ele integrava o Ballet de Camaguey, em Cuba, e hoje faz carreira independente no Brasil.
Já dançou em 11 estados brasileiros e em países como México, Nicarágua, Martinica e Argentina. Participou de várias montagens de Dom Quixote e diz gostar bastante de interpretar Basílio, seu personagem. "Apesar do pouco tempo de ensaio, eu e a Juliana estamos bem introsados e estou na maior expectativa para a estréia. É um balé que adoro dançar e tenho certeza que vai agradar bastante", declara o bailarino.
A mineira Juliana Rodrigues tem apenas 22 anos, mas já mostra toda a sua competência de bailarina clássica interpretando a personagem Quitéria, par romântico de Basílio. A graça e a leveza de seus movimentos são complementados pela força da sua interpretação.
Ela iniciou seus estudos de dança aos 13 anos e é formada pela Royal Academy of Dancing e estagiou na Cia. Jorgen Ballet, em Toronto, Canadá. Atualmente, faz carreira independente. "Fui indicada pelo Tíndaro Silvano, que esteve aqui na Semana de Dança e com quem faço aula em Belo Horizonte. É a primeira vez que vou dançar em São Luís e estou gostando muito da experiência", diz.
quinta-feira, 1 de junho de 2006
Teatro Arthur Azevedo - São Luis / MA
Sua construção data de 1815 e sua inauguração se deu em 1817, com o nome Teatro União; chamou-se ainda Teatro São Luís (1852). Teve suas obras paralisadas pelos padres Carmelitas, que não aceitavam a idéia de ser construído um edifício profano próximo a um sagrado (Convento do Carmo). Para satisfazer os religiosos, a frente do Teatro (que era para o Largo do Carmo) foi invertida, ficando para a Rua do Sol. Um fato nasceu a 21 de junho daquele ano, a imortal atriz Apolônia Pinto, glória que Maranhão projetou para o teatro brasileiro.
quarta-feira, 31 de maio de 2006
Teatro Arthur Azevedo comemora 189 anos.

O Teatro Arthur Azevedo comemora nesta quinta-feira, (1º), 189 anos de fundação. A Secretaria de Estado da Cultura realizará até o dia 03 (sábado) uma programação de aniversário para a comunidade local. No roteiro, será apresentada uma exposição no hall do Teatro intitulada Bravo! Teatro Arthur Azevedo; além da apresentação do Ballet Dom Quixote com a presença de bailarinos locais e a participação especial do cubano Luis Ruben.
A exposição "Bravo! Teatro Arthur Azevedo", ficará aberta à visitação pública no hall do TAA, no período de 1º a 07 de junho, enquanto a apresentação do Ballet Dom Quixote acontecerá somente nesta quinta-feira 1º de junho às 20h (para convidados); na sexta-feira (02) às 20h, com ingressos a preços populares: Platéia, Frisa e Camarote R$ 8,00; Balcão e Galeria R$ 6,00, neste dia, 30% da lotação da Casa será destinada a estudantes com desconto de 50%; e no dia 03 de junho, às 15h, com ingressos gratuitos para Rede Estadual de Ensino e para a comunidade.
Programação de aniversário - O espetáculo Dom Quixote, é originalmente um bailado em três atos e cinco cenas. Com música de Ludwig Minkus, libreto e coreografia de Marius Petipa, fez sua estréia no Teatro Bolshoi de Moscou, em 26 de dezembro de 1869. Na atualidade, é um dos grupos mais encenados nas grandes companhias existentes do mundo. A obra é baseada em um trecho da célebre novela de Miguel de Cervantes. Tem como personagens: Kitri (Quitéria), Basílio, Mercedes, Espada, Dom Quixote, Cupido, Sancho Pança, Camacho, Lorenzo, Amigas de Kitri, Toureiros, Toureiras, Povo da Vila. A ação transcorre em Barcelona.
No elenco: Juliana Rodríguez, Luis Ruben, Janaína Martins, Mano Braga , Erivelto Viana (Dom Quixote), Geraldo Lafont (Sansho Pança), Hélio Martins, Raimundo Reis, Janaína, Martins, Bárbara Cardoso, Ticiana Duailibe, Natália Furtado., Márcia de Aquino, Carolina Aragão, Thayane Neiva e Sabrina Dias., Abelardo Teles, Cléo Junior, Anderson Dutra, Egnaldo Gomes. , Andréa Hachem, Bárbara Cardoso, Natalia Barbosa, Mirabe Barbosa, Nayane Alves, Mariana Massetti, Lina Bacelar, Ana Flávia Américo, Maíza Portela, Larissa Lacerda., Solange Costa e Hélio Martins., Marden Mousinho, Janaina Martins, Camila Vasconcelos, Ticiana Abreu e Natália Furtado., Márcia De Aquino, Thayane Neiva, Sabrina Dias, Natalia Barbosa, Nayane Alves, Mariana Masseti, Lina Bacelar, Ana Flávia Américo, Maíza Portela, Larissa Lacerda, Mirabe Barbosa, Carol Aragão., Andréa Hachem e Anderson Dutra.
Dom Quixote tem iluminação de Wagner Hainecker, com cenários de Cleiber e acervo do Ballet Olinda Saul, figurinos do acervo do Ballet Olinda Saul e Cia. de Dança Sesiminas e direção geral da bailarina e professora Olinda Saul.
TAA - História - No início do século XIX, em 1815, dois portugueses, ricos e empreendedores, Eleutério Lopes da Silva Varela e Estêvão Gonçalves Braga, habitantes de São Luís, resolveram construir um teatro, no Largo do Carmo, entre as Ruas do Sol e da Paz. Como no Largo do Carmo predominava imponente, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, os padres carmelitas, não admitiram a construção de uma casa de espetáculos profanos. Após inúmeros a construção foi concretizada com a entrada da casa de espetáculos na Rua do Sol.
No dia 1º de junho de 1817, foi oficialmente inaugurado o teatro com o nome de Teatro União, homenagem à elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal e Algarve, com um espetáculo da Companhia Dramática de Lisboa. Do apogeu seguiu-se o declínio, em conseqüência de administração equivocada. De 1841 a 1845 o Teatro União foi alugado à Sociedade Dramática Maranhense. Frustradas as tentativas de sobrevivência, e com um público cada vez mais escasso, a Casa foi fechada em 1848 e reaberta quatro anos depois, com o nome de Teatro São Luís. No ano de 1854, o camarim número 1 do TAA passaria para a história de São Luís, ali nasceu a 21 de junho a imortal atriz Apolônia Pinto, glória que o Maranhão projetou para o teatro brasileiro, falecida no Retiro dos Artistas no Rio Janeiro, em 24 de novembro de 1937.
No governo de Urbano Santos, segunda década do século XX, o Teatro mudou outra vez de nome, quando passou a chamar-se Arthur Azevedo, em homenagem ao Príncipe dos Teatrólogos Brasileiros, nascido em Caxias, Maranhão, em 1855. Com a chegada do cinema o TAA, a exemplo de todas as outras Casas do gênero no Brasil, viu seu público diminuir gradativamente, até quase desaparecer. Era a busca do novo, inevitável.
Em 1932, foi doado ao Município pelo governo de S. Da Mota, voltando ao Patrimônio Estadual em 1965, no governo de Newton Belo. Ainda nesse mesmo mandato, o TAA passou a ser administrado pelo Departamento de Cultura da Secretaria de Educação e Cultura. Nos últimos anos, o Teatro Arthur Azevedo sofreu várias reformas, algumas cuidadosas, outras nem tanto. Em 1966, a Secretaria de Viação e Obras Públicas, terminou as obras de restauração. O Teatro foi reaberto em 1968 com a montagem de "Abrão e Sara", por artistas amadores do Maranhão. No ano de 1978, a então Fundação Cultural do Maranhão e o Governo do Estado restauraram as instalações e aparelhos de ar condicionado, bem como pintura e serviços de limpeza geral. Já no ano de 1993, depois de intensas pesquisas realizadas em estudos fotográficos do século passado, o TAA readquiriu grande parte de sua originalidade. E, finalmente, depois de quase quatro anos, fechado (2002 a 2005), reabriu suas portas em novembro de 2005, após uma nova reforma. Atualmente, tem na direção a professora Nerine Lobão Coelho.
São Luís, 31/05/2006
Fonte: Assimp - Cultura
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