"Em junho de 2018 o grupo de Balé Teatro Guaíra vai apresentar uma releitura de O Lago dos Cisnes, uma das peças mais marcantes do balé clássico mundial. O BTG apresenta esse clássico numa versão contemporânea acompanhado pela orquestra sinfônica, peça inédita até hoje no Brasil. Os ingresoss já tinham esgotado, mas a produção abriu duas novas sessões nos dias 14 e 15 de julho. Os ingressos começam a ser vendidos na sexta (29 de julho), a partir das 10h.
Na história, um príncipe é estimulado pela mãe a escolher uma nova esposa entre as convidadas de um grande baile. Ele descobre que os belos cisnes de um grupo que encontra em um lago são princesas enfeitiçadas por um poderoso mago, e que elas voltam à forma humana apenas durante as noites. O príncipe se apaixona por uma delas e deseja torná-la sua mulher, mas é enganado pelo mago e pela filha dele, o cisne negro.
A estreia do espetáculo foi em 1877, no Teatro Bolshoi, com coreografia elaborada por Julius Reisinger a partir de uma composição encomendada a Tchaikovsky, autor de outras obras, como o balé “O Quebra Nozes” (1892). Uma das razões do sucesso é a capacidade da montagem em articular a fantástica melodia elaborada pelo autor com dança e interpretação dos bailarinos.
O coreógrafo responsável pela releitura é Luiz Fernando Bongiovanni."
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terça-feira, 10 de julho de 2018
segunda-feira, 16 de abril de 2018
Balé Teatro Guaíra abre festival Vivadança nesta quinta no TCA
O Vivadança Festival Internacional chega à sua 12ª edição entre 19 e 29 de abril ocupando teatros, espaços alternativos e ruas de Salvador. A abertura será nesta quinta-feira (19), às 20h, na sala principal do Teatro Castro Alves, com o espetáculo “Carmen”, do Balé Teatro Gaíra. Drama clássico de amor e ódio ambientado na Sevilha do século XIX, a montagem conta com coreografia de Luiz Fernando Bongiovanni, a partir das composições de Georges Bizet e Rodion Shchedrin. Além deste espetáculo, o festival terá uma programação variada, incluindo trabalhos de artistas do Brasil, Espanha, Costa Rica, Argentina, Colômbia, França, Israel, Polônia, Equador e México. “A 12ª edição do VIVADANÇA é marcada mais uma vez pela diversidade e parceria. No momento atual do país, e do mundo, torna-se fundamental promover encontros através da arte. Unir, nesses encontros pessoas de outras culturas, amplia ainda mais nossa visão sobre questões comuns. O festival segue firme sendo ponto de energização para futuros desdobramentos e espaço de liberdade para as ricas diferenças da contemporaneidade”, avalia a diretora, curadora e coreógrafa Cristina Castro.
Bahia Notícias / Cultura
quinta-feira, 26 de outubro de 2017
terça-feira, 24 de outubro de 2017
sábado, 21 de outubro de 2017
terça-feira, 10 de outubro de 2017
quinta-feira, 15 de dezembro de 2016
Balé Teatro Guaíra aborda violência contra mulher em nova versão de “Carmen”
Beatriz Peccin especial para Gazeta do Povo
Em um paralelo perverso, 141 anos separam a ópera “Carmen”, de Georges Bizet, da estatística de quase cinco mil mulheres mortas anualmente no Brasil. Em 1875, Bizet chocou a aristocracia francesa ao dar vida à novela de Prosper Merimée, narrando a trajetória de uma mulher que é morta pelo companheiro porque ele não queria vê-la com outro homem. Na ficção, Carmen é morta pelo ciúme de Dom José. Na realidade brasileira, 13 mulheres são assassinadas diariamente vítimas de violência de gênero, segundo o Atlas da Violência 2016 produzido pelo IPEA.
Em homenagem à “força feminina”, o diretor e coreógrafo Luiz Fernando Bongiovanni e o Balé Teatro Guaíra encenam “Carmen”, na última apresentação do BTG do ano. Em cartaz no Teatro Guaíra desta quinta (16) até domingo (18), o balé encenará uma versão contemporânea da ópera clássica.
Um “twist” de interpretações de Carmen foi utilizado para compor o espetáculo apresentado pelo BTG este ano. A ópera foi encenada pela primeira vez em Paris em 1875 e ganhou inúmeras reinterpretações desde então. A mais famosa é a feita pelo Bolshoi, em 1967,em que a composição do francês Bizet foi substituída por uma versão mais moderna feita pelo russo Rodion Shchedrin.
Na apresentação contemporânea do BTG, a versão de Shchedrin foi a escolhida por Bongiovanni no intuito de atualizar “a tragédia do feminicídio no Brasil”. Segundo a bailarina Malki Pinsag, que dará vida a Carmen no espetáculo, a exigência do coreógrafo é que “os bailarinos mantenham uma comunicação simples e constante com a plateia”, para transmitir a história sem o apoio de elementos externos, “apenas com os movimentos do corpo”.
Para tanto, a coreografia foi construída entre os bailarinos a fim de “valorizar a dança pessoal de cada um, de modo a manter a singularidade artística do bailarino”. “Vir com a coreografia pronta e pedir para que a imitem impede que o bailarino se aproprie daquela história, gerando uma representação muito superficial”, diz Bongiovanni, explicando a proposta da dança contemporânea estipulada para o projeto.
“A verdade das personagens carregadas de humanidade são fundamentais para que o público entenda a dimensão da prosopopeia de ‘Carmen’”, acredita o coreógrafo.
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